segunda-feira, 21 de março de 2016

Estrangeiro

Falo um idioma que ninguém entende
e sigo certo de que este é o caminho,
as vezes um olhar mais que palavras ofende
mas, sinto e vejo que não estou sozinho!

Vejo meus contemporâneos alheios
vagando num tempo vazio e taciturno
alguns tem algo a dizer mas, têm receio
e aguardam alguém pra mudar o mundo!

Sei que não sou o último nem o primeiro
a dizer palavras como amor e respeito
mas feito Batista clamo só no deserto

e mesmo assim me vejo como estrangeiro
num mundo onde perde-se por certo
tudo o que longe deveria estar perto!

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Andarilho