terça-feira, 26 de junho de 2012

Beirute

Vem, amor, que Beirute queima
Numa guerra insana sem igual.
E não é preciso nem tira-teima
Para ver que estamos todos no final!
Vem, amor, antes que uma bala me alveje
E tire o pouco de alegria em mim.
Antes que a multidão me apedreje
E me deixe agonizar pelos jardins!
Vem, amor, já que a vida se afasta
No instante em que a agonia não tarda
Por vermos que Beirute explode
Enquanto irmãos matam-se feito loucos,
Em extermínio de um pelo outro
Sabendo que só há paz para aquele que morre!

Nenhum comentário:

Andarilho